RGPD

RGPD no WhatsApp Business: o que precisa de saber em 2025

📅 Janeiro 2025⏱️ 5 min de leitura✍️ Equipa ARCHI
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O WhatsApp é a forma mais natural de comunicar com clientes em Portugal — mas também é um campo minado se ignorar o Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados. Coimas até 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual. Não é teórico: a CNPD aplica e fiscaliza.

1. O básico: que dados está a tratar?

Ao receber uma mensagem no WhatsApp Business, está automaticamente a tratar pelo menos:

Tudo isto é "dado pessoal" ao abrigo do artigo 4.º do RGPD.

2. Base legal

Execução de contratoQuando o cliente o contacta para um serviço — base mais comum e segura.
Interesse legítimoMais frágil. Tem de fazer e documentar uma avaliação de impacto (DPIA simplificado).
Consentimento explícitoNecessário para envio de marketing ou comunicações não solicitadas.

3. Informação obrigatória na primeira interacção

"Olá! Sou o assistente da [Empresa]. Ao continuar esta conversa, autoriza o tratamento dos seus dados para fins de atendimento. Para apagar a sua informação, escreva APAGAR a qualquer momento."

4. Direitos dos titulares

Configure o bot para responder a palavras-chave: APAGAR, OS MEUS DADOS, CANCELAR, RGPD.

5. Retenção de conversas

⚠️ Atenção "Guardo só por precaução" não é uma justificação válida ao abrigo do RGPD. Cada dado conservado tem de ter uma finalidade documentada.

6. Subcontratantes

Quando usa uma plataforma de chatbot, ela é "subcontratante" no sentido jurídico. Tem de assinar um DPA, garantir servidores na UE e conhecer os sub-subcontratantes. A ARCHI.aicloud disponibiliza DPA padrão a pedido.

7. Notificação de violações

Em caso de violação de dados, tem 72 horas para notificar a CNPD. Quanto mais demorar, maior a coima. Tenha um protocolo escrito de resposta a incidentes.

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